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Requiem por dois sem terra assassinado
Meu poema tem hoje a cor do sangue e o sabor amargo da derrota! Vejo agora dois corpos mortos na BR 158 e o sol os queima na tarde trágica e o sangue ainda escorre das feridas terra e sangue misturados.
Imóvil a multidão atônita mastiga a raiva e clama aos céus!
Os corpos são de dois homens e os homens são lavradores pobres cidadãos honestos da Pátria Amada, Idolatrada, Brasil! Aqui ficam seus nomes definitivamente vivos para remorso do INCRA e de um Governo que traiu os sonhos dos Sem Terra que nele puseram sua esperança:
Edelton Rodrigues do Nascimento Abiner José da Costa.
Por:
Paulo Gabriel

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